terça-feira, 20 de novembro de 2012

Encerramento do curso "Leitura e escrita em contexto digital" - Relatos reflexivos



Caros leitores e leitores,

       Chegamos à etapa final do nosso curso sobre Leitura e escrita em contexto digital. Nós, integrantes do Grupo 2, podemos afirmar que participar deste curso foi uma experiência extremamente enriquecedora e prazerosa. Decidimos manter o blog “no ar”, para que possamos compartilhar informações e experiências.
      A seguir, vocês poderão apreciar nossos relatos, com nossas impressões sobre o desenvolvimento do curso, como a criação deste blog e as produções textuais, que nos possibilitaram tanto o crescimento profissional como pessoal.
      Agradecemos, sinceramente, a todos os companheiros de curso pela interação, pelas discussões enriquecedoras e por todas as palavras de estímulo, e à nossa tutora Irena Maria Kosmalska, por nos orientar no desenvolvimento deste curso. Parabéns a todos, e força para enfrentar, com sabedoria e paciência, os possíveis desafios!




Relatos reflexivos sobre o curso “Leitura e escrita no contexto digital” - Escola de Formação de Professores - Governo do Estado de São Paulo - 2012




      Olá, queridos colegas cursistas e tutora Irena ! Estou muito satisfeita de ter a oportunidade de participar deste curso. Para mim foi uma grande aprendizagem e a socialização de ideias no fórum foi inovador e interessante. Achei muito proveitosa a ideia do blog, a troca constante de informações, a orientação da tutora, as pesquisas que realizei sobre leitura e escrita, as diversas vezes que rascunhei sobre o assunto, para torná-lo mais compreensível possível. Durante os htpcs divulguei o material do curso para os meus colegas, lemos textos e estamos pensando em um projeto de leitura para 2013. Gostaria que o blog continuasse ativo, até por conta do grande apoio que nossa colega de curso, Jéssica, nos proporcionou, com liderança e sabedoria e também a todos colegas que participaram arduamente em todos os módulos. Grande abraço a todos.

Vincenza Palumbo Damario



       Quando fiquei sabendo do curso “Leitura e escrita em contexto digital”, criei muitas expectativas acerca do que seria tratado e debatido no ambiente virtual, fiquei muito empolgada e ansiosa por minha inscrição ser aceita. Posso afirmar que o material disponibilizado, nossas discussões sobre diversos temas ligados à leitura e, ainda, o meu aproveitamento do curso superaram minhas expectativas.
      Este foi o primeiro curso virtual do qual participei. No ano passado, colaborei com um blog criado para uma disciplina da faculdade de História (para quem se interessa por História, o blog possuí interpretações sobre o Escravismo Moderno e as Identidades Afro brasileiras), mas eu nunca havia “criado” e “mantido” um blog.
      Apreciei muito a interação virtual através dos fóruns e dos grupos estabelecidos. Me diverti com as produções textuais dos meus colegas de curso. Me senti a vontade para compartilhar minhas experiências com a leitura e a escrita no ambiente escolar e apreciei muito as experiências dos meus colegas de curso. Aprendi com eles! Estou cheia de projetos e ideias para “atualizar” minhas estratégias e metodologias no ensino de História, pois este curso abriu meus horizontes, me possibilitou “novos olhares para um mesmo objeto” e o conhecimento de novos conceitos e linguagens, principalmente a virtual. Está em meus planos criar um blog voltado para a área de História, onde os alunos e possíveis leitores poderão interagir e discutir diversos temas.
      Durante o curso, discutimos diversos pontos referentes à leitura e à escrita, no entanto, a maior parte das discussões voltou-se para a “problemática” do hábito da leitura. Não chegamos a uma resposta clara e concreta do que devemos fazer para estimular a leitura em nossos alunos, não existe uma receita mágica (para o nosso desespero!) que possa realizar este “trabalho”. Sabemos que a construção deste hábito é um processo lento e árduo e que cabe a nós, instrutores, mediar este processo, nos atualizando sempre que possível.
      Desejo força a todos vocês, colegas de curso, para que nós possamos superar os obstáculos. Afinal, ser professor é uma luta diária.

Jéssica Nunes Saracino


     Gostei muito de ter participado deste curso. Achei muito produtivo os textos que li, até já usei alguns de meus ATPCs. É muito interessante aprender coisas novas. Minha área é de humanas, sou professora de história e geografia, tive muita dificuldade nas competências de leitura que estão relacionadas à língua portuguesa, mas que são necessárias em minha área. Tanto é que a última questão objetiva não consegui identificar algumas das competências relacionadas nas questões. Aprendi muito, estou satisfeita e pretendo fazer outros.
        Obrigada a todos do meu grupo! A Jéssica pela organização do blog e, acho que deveríamos mantê-lo, para que continuemos nossa interação. Abraços.

Meire Cristina Bassi




      Através deste curso aprendi e aprimorei meus conhecimentos, alguns textos utilizei no dia a dia em sala de aula como também em reuniões de professores. Tive dificuldades com o Blog, até porque o curso é on line e infelizmente sinto a necessidade da conversa e troca de experiências frente a frente. Porém o Projeto de Leitura e Escrita é muito interessante. Embora não tivemos muito tempo para discutir os textos estabelecidos pelo curso, quero agradecer á todos pela ajuda que vocês me enviaram.

Gislene Ronca de Souza

terça-feira, 6 de novembro de 2012


      Caros leitores e leitoras!

      Trazemos novidades para vocês! A última proposta do nosso curso de Leitura e Escrita em contexto digital consistia em cada integrante relatar sua relação com a leitura e escrita. Desta vez, a atividade proposta pelo curso é a produção de diferentes gêneros de escrita. Cada um dos seis grupos ficou responsável por produzir um gênero, indicado por nossa tutora Irena (a tutora nos auxilia e nos orienta a realizar as atividades do curso).
      Todos os grupos devem seguir uma sequência de eventos preestabelecida, ou seja, a base da “história” é a mesma para todos, o que muda é a forma como a sequência será escrita. Não é necessário seguir estritamente a sequência, os integrantes dos grupos podem mudar e, até mesmo, acrescentar os elementos e ações que quiserem. Abaixo, a sequência de eventos indicada:

Sequência de eventos retirada de LAGE, Nilson. Estrutura da notícia. São Paulo: Ática, 2006. p. 21-22


      Os gêneros de escrita escolhidos foram:

GRUPO 1: uma notícia para um jornal voltado para classes mais populares;
GRUPO 2: uma notícia para um jornal voltado para as classes A e B;
GRUPO 3: um interrogatório (que supostamente aconteceu horas depois dos eventos enumerados e é presidido pelo delegado junto a você, pessoa que encontrou o cadáver);
GRUPO 4: uma conversa telefônica entre dois amigos (você e a pessoa que achou o cadáver);
GRUPO 5: uma crônica;
GRUPO 6: uma notícia para um jornal voltado para classes mais populares.

      Assim, o nosso grupo ficou responsável por redigir notícias para um jornal voltado para as classes A e B. Os grupos devem socializar suas produções, para que todos possam fazer comentários acerca das produções textuais dos gêneros indicados.

      Convidamos vocês, leitores do “Alimento da Alma”, a conhecer o produto final do nosso trabalho. Para conhecer as produções dos outros grupos, acesse os blogs parceiros! Fique à vontade para comentar nossas notícias! 



      Notícias para um jornal voltado para as classes A e B


      Notícia produzida por Meire Cristina

Mulher encontra cadáver na porta de casa




      No bairro do Morumbi, na cidade de São Paulo, um fato estranho chamou a atenção dos moradores da Rua das Flores. Na altura do número 70 foi encontrado o corpo de um homem, bem vestido, com aparência de meia idade na manhã de ontem, quarta-feira. 

      Conta Dona Augusta moradora do local que, como de costume, se levantou bem cedo e foi para o banho. Assustada com a campainha vestiu-se às pressas para atender o interfone. Era sua vizinha, amiga de longa data, informando o acontecimento que deixou dona Augusta em estado de choque. Havia alguém caído na soleira, no portão de entrada de sua casa. As duas foram verificar e ficaram assustadas ao ver que era o cadáver de um homem. Desesperadas, olham à volta para ver se não há mais ninguém no local, abaixam-se e tocam o homem com os dedos. Sentindo seu corpo frio, correm para dentro de casa e ligam para a central de polícia. Alguns minutos depois uma viatura aparece, levando o corpo para o IML. Dona Augusta entrou em estado de choque ao ver a cena e precisou ser internada em um hospital, e sua vizinha foi chamada para depor. Ao chegar à delegacia, a vizinha de dona Augusta conta que ouviu gritos na rua à noite, mas achou que poderiam vir de uma festa, pois afirma que costumeiramente ocorrem festas no local. A polícia está averiguando o fato e até o momento não tem mais informações.


                                                                                                           São Paulo, 25 de outubro de 2012. 




Notícia produzida por Jéssica Nunes

Socialite paulistana encontra corpo em frente à sua mansão




       A conhecida socialite paulistana, Luíza Albuquerque, passou por uma situação de extrema tensão nesta segunda-feira, 29/10. Em entrevista ao Pauliceia, Luíza declarou estar em choque e horrorizada com a violência em São Paulo.
      Ao se levantar, por volta das oito horas da manhã, Luíza conta que estava no banheiro fazendo sua toilette quando ouviu a campainha tocar. Poucos segundos depois, ouviu o grito de sua empregada, e desceu correndo as escadas da mansão. Ao chegar na sala principal, avistou Marinalva paralisada, olhando para o chão. Luíza correu para a porta e levou um susto, “vi um homem caído, de aparência duvidosa, estava todo roxo e cheirava mal. Não tive coragem de tocar no homem, mas Marinalva constatou que ele não estava respirando e que estava muito gelado e duro, como ela disse”, conta a socialite.
Luíza ligou imediatamente para a polícia. Entrou apavorada em sua mansão e ordenou que Marinalva trancasse a porta principal, “a patroa disse que não tinha ninguém na rua, mas era melhor fechar a porta e ficar esperando a polícia chegar”, comentou Marinalva quando entrou na sala de visitas para servir o café.
      A polícia chegou rapidamente ao Jardim Europa e fez a patrulha pelo bairro, buscando suspeitos pelo crime. O corpo ainda não foi identificado, pois o homem não carregava nenhum documento, e o fato está sendo investigado.
      Mesmo em bairros nobres da cidade de São Paulo, os paulistanos não se sentem mais seguros. Luíza está chocada, pensa até mesmo em se mudar do bairro ou da cidade. A socialite não saiu para caminhar com seu cachorro nesta quarta-feira e muitos vizinhos também modificaram suas rotinas. Até quando São Paulo ficará à mercê de maus elementos que andam livremente pelas ruas enquanto os bons cidadãos ficam como presidiários em suas casas?

                                                                                                             Pauliceia, 31 de Outubro de 2012.


Notícia produzida por Vincenza Palumbo

Morte por intoxicação no dia de Halloween





      Um fato triste e inédito aconteceu em Harrisburg, Pennsylvania (E.U.A), nesta quarta-feira, dia 31 de Outubro. Um grupo de industriários, trabalhando com produtos tóxicos e extremamente perigosos, se contaminou. O fato ocorreu por volta das 14:30, hora local, mas nenhuma medida de segurança havia sido tomada. John Harry Parkinson, 34 anos morador da rua Gardendale nº 34, foi o último a deixar o local após o incidente, conta Mary Park, empregada da casa, que observou seu patrão chegando com olhar pálido e triste, por volta das 19:00 horas. Observou que ele subiu a escada da casa com dificuldades e se adentrou no quarto, deitou-se na cama e ficou lá por alguns minutos. Mary conta que se preocupou demais pois seu patrão estava sempre muito disposto e feliz. Foi até o corredor e o observou quando ele abriu os olhos, consultou o relógio de cabeceira e se levantou para escovar os dentes e lavar o rosto. Mary relata que ouviu a palavra de socorro diversas vezes vinda da rua e era voz de crianças; disse ela. Ela desceu rapidamente as escadarias e ouviu a campainha tocar insistentemente , quando Mary abriu a porta viu Billy Mark Blak caído na soleira, amigo de infância de seu patrão e trabalhava na mesma indústria e ao tocá-lo percebeu que o corpo estava frio e rígido. Em depoimento, a empregada conta que saiu correndo gritando e subindo a escada apavorada e mais uma vez encontrava outra tragédia, seu patrão caído no tapete do chão do quarto, com o rosto ensanguentado em cima dos pacotes de doce que estava reservado para entregar na noite de halloween para todas as crianças da rua. Segundo Mary, quando observou a tragédia, ligou imediatamente para a polícia, pedindo ajuda.”Não sei mais que faço de minha vida, depois de quatorze anos trabalhando com uma excelente pessoa, agora só aguardo justiça”, relata Mary desolada.

                                                                                                             Campinas, 31 de Outubro de 2012.


Notícia produzida por Roselene Feitosa


Mais um crime misterioso em Marília



      Em Marília, mais um homem foi morto com dois tiros em frente a uma residência do Jardim Santana, este já é o segundo encontrado no referido bairro que sempre foi considerado um local tranquilo. Segundo informações da Senhora Elizabete, ela abriu os olhos na manhã de ontem, sexta-feira, consultou o relógio de cabeceira e percebeu que já estava atrasada para o trabalho, levantou-se rapidamente, seguiu para o banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto, vestiu-se muito apressada, dirigindo-se para fora.
      Entretanto, sentiu-se chocada ao abrir a porta e se deparar com um indivíduo caído na calçada, em frente ao seu portão. Saiu correndo pensando poder ajudar, quando observou que o homem estava ensanguentado e aparentemente morto por dois tiros no peito. Desesperada, olhou em volta, mas não havia ninguém para ajudá-la.
      Ainda abaixou-se, colocou os dedos no homem sentiu o seu corpo gelado e rígido, correu para dentro da casa, telefonou para central de polícia, que dirigiu-se imediatamente ao local do crime.
      O corpo foi removido, a vítima não portava documentos, mas de acordo com informações do Delegado de polícia já há suspeitos para o crime. Os nomes não foram revelados para não atrapalhar as investigações.
      A senhora Elizabete e os moradores do bairro estão muito assustados e tensos.

                                                                                                               Marília, 03 de novembro de 2012.




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ler e escrever: portais para novos e velhos mundos

      Cada um de nós possuí uma relação, única e incomparável, com a prática da leitura e escrita. Você, caro leitor ou leitora, consegue se lembrar de seus primeiros contatos com a leitura? Consegue se lembrar do primeiro livro que leu ou da primeira redação que escreveu?
    Nós, professoras e integrantes do curso “Leitura e escrita no contexto digital”, queremos compartilhar com vocês nossas primeiras impressões do mundo da leitura e qual a importância dela em nossas vidas.


Jéssica Nunes Saracino

      Como cantam os Titãs,“a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte!”. Bem como a comida é o alimento do corpo, acredito que o livro é o alimento da alma. A leitura estimula nossa capacidade criativa e nos lembra de que é preciso sonhar e imaginar para continuar vivendo.
       O momento que dedicamos à prática da leitura, seja ela coletiva ou individual, é mágico, pois podemos nos transportar para épocas ou situações que, por vezes, não vivemos ou não viveremos. Através da palavra escrita podemos viajar o mundo, e quem sabe, outros mundos. A leitura é como um portal que nos convida a entrar e decifrar o desconhecido.
      Um dos meus primeiros contatos com a leitura foi através dos livros da “Bruxa Onilda”, provavelmente a partir do 1ª ano do ensino básico, uma série de livros escritos por Enric Larreula e ilustradas por Roser Capdevila, que contavam a história de vida de uma Bruxa que, apesar de possuir a magia, enfrentava uma série de dificuldades.
         Depois dessa fase, passei a ler muitos livros da coleção vagalume, e me lembro que o primeiro livro que ganhei do meu pai chama-se “O escaravelho do diabo”, escrito por Lúcia Machado de Almeida. Daí pra frente, li muitos livros da Agatha Christie e de alguns autores brasileiros, como Monteiro Lobato e Lygia Bojunga. Meus pais me estimularam muito a ler, minha mãe sempre me levava à biblioteca da cidade para eu escolher o que eu queria ler. Posso afirmar, com toda certeza, que este estímulo foi essencial para a minha formação, profissional e humana.
         Sou apaixonada por livros, na verdade por todo tipo de leitura, até bulas de remédios e rótulos de produtos eu leio! Acredito que a leitura deve ser transformada em um hábito, por isso deve ser incentivada por todos os professores.



Vincenza Palumbo Damário

      Tenho muitas saudades de meu tempo de infância assim como vocês. Aprendi a ler no 1° ano aos sete anos de idade. Meus pais compravam alguns livros além dos didáticos para eu ler em casa e na escola, pois naquela época não havia biblioteca e o único livro que a professora trabalhava era o didático. Sou a terceira filha, de uma família de cinco irmãs.
      Desde de pequena tive acesso à leitura de livros didático e paradidático além de jornais e revistas. Lembro com carinho do livro "Caminho Suave"; e mais tarde, já na minha adolescência, dos livros de Agatha Christie. Recordo que, por causa desse hábito de ler livros, matéria de jornal e revistas para as minhas irmãs menores, isso fez com que eu me identificasse com a leitura. Na escola, apesar da timidez, gostava de mostrar para os professores os resumos dos livros paradidático que fazia em casa.
        Por volta dos 12 a 13 anos de idade, escrevia. poesias em casa na minhas horas de lazer, da qual me levou ao 3° lugar em um concurso de Poesia na escola. Toda excursão que participava, a professora reservava um tempo para contarmos sobre o passeio e expor nossas ideias.
       Acredito que meus pais e a escola foram importantes para adquirir hábito de leitura de uma forma divertida e não obrigatória. Em sala de aula, na minha disciplina (Ciências), tenho atualmente muitos livros paradidáticos, além do didático e o caderno do aluno. Procuro fazer rodízios de leitura com esses livros.



Roselene Feitosa Ascencio

        A escola sempre foi uma experiência inebriante para mim, tenho muitas recordações boas das escolas que estudei durante a minha vida, escolas públicas, simples,mas que me fizeram desejar ser professora, desejar nunca mais sair desse lugar tão rico de experiências valorosas.
      Me lembro da primeira professora com carinho, das lições que ela aplicava, da cartilha caminho suave, a vontade de chegar logo na lição do z. Dona Vanda! Fui alfabetizada por ela há tantos anos atrás,mas fecho os olhos e posso sentir o carinho com que ensinava a todos nós.
       Não posso me esquecer também da Dona Maria José que fez conosco na terceira série um gibi, recortamos figuras da turma da da Mônica depois escrevemos os textos, ela recortou em volta do livrinho de cada um, com tesoura de picotar. Foi a minha primeira experiência como produtora de textos, Dona Maria José era uma professora à frente do seu tempo.
        Comecei a frequentar a biblioteca ainda bem criança, era uma sala no piso superior da escola, um lugar de respeito, piso encerado e muitos livros para escolher, lembro-me que gostei muito de ler "Poliana", "Olhai os lírios do campo", foram livros que marcaram a minha saída da infância para adolescência. E os livros foram sempre marcando momentos importantes na minha vida até hoje, gosto muito de ler, é o descanso, é o prazer, um conforto para o final dos dias.



Meire Cristina Bassi

       Me lembro com carinho e muita saudade do meu tempo de pré-escola. Aprendi a ler e escrever com a tia Catarina. Tempo bom aquele! Me lembro que no final do ano já estava super afiada, a professora passava leitura e fazíamos com prazer para terminar rapidinho porque em seguida a professora passava lição no caderno, era uma disputa para ver quem terminava mais rápido para ter mais lições no caderno.
      Quando entrei no 1º ano, e olha que tive um trauma grande antes disso, porque não tinha idade para acompanhar minha turma, então até a última hora achei que ia ficar no pré mais um ano, nem participei da formatura com a turma. Por fim, havia uma vaga e lá fui eu para o 1º ano. Minha professora, a Dona Terezinha, como a chamávamos, era uma senhora muito calma e doce, usávamos a cartilha Caminho Suave. Como era bom, fazíamos leitura, cópia, produzíamos textos.
       Quando entrei na 4ª série gostava muito de fazer descrições. O professor colocava uma figura com uma paisagem e pedia que descrevêssemos o que estávamos vendo, depois deveríamos inventar uma história. Já, a partir da 5ª série, a leitura de livros era muito cobrada pelos professores de português, livros como "Senhora" de José de Alencar, que foi o primeiro que li, "Iracema", "Meu pé de laranja lima", "O Cortiço", e tantos outros que fizeram parte das leituras que fiz em idade escolar, algumas delas foram prazerosas e outras por obrigatoriedade. Enfim, agradeço aos meus professores por me mostrarem a importância da leitura e da escrita.
      Hoje, ler faz parte do meu cotidiano, por falta de tempo, não consigo ler romances ou ficções como gostaria, mas leio muito. Tudo que passa pela minha frente, desde textos relacionados à educação, ou à minha disciplina, a revistas ou até folhetos de toda espécie. Gosto muito de livros que contam histórias reais e nos informam sobre costumes diferentes. Um livro que li recentemente e me trouxe muitas informações e sensibilização foi o "Cidade do Sol" de Khaled Hosseini que conta como são tratadas as mulheres no Afeganistão. Este livro vale a pena.





Gislene Ronca de Souza

      Relembrar o passado é algo extraordinário. Sinto saudades dos meus amados professores, na década de 70 não era comum frequentar a pré-escola, então fui para a escola sem ter conhecimento da leitura e escrita. Tive o prazer de estudar com a melhor professora que já conheci, ela me levou a conhecer o mundo da leitura e escrita, tive um pouco de dificuldades, nada difícil para uma mestra tão especial. Fiquei doente, mesmo assim minha professora não desistiu de mim, ia até a minha casa pra me ajudar. Enfim a partir daí foi um sucesso. Porém do meu primeiro dia como docente, sinto saudades, angustia, enfim não foi muito fácil. A única experiência que tinha era dos estágios, que me ajudaram muito.
       O tempo foi passando e hoje estou na rede à 20 anos. Sinto orgulho de ser professora (PEBI). Amo o que faço.